domingo, 16 de outubro de 2016

Resolução de Conflitos - do risco da rutura à oportunidade de evolução

Na próxima 5ª feira, dia 20 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial de Resolução de Conflitos. A data foi criada em 2005 pela Association For Conflict Resolution e assinala-se anualmente na terceira quinta-feira de Outubro.
O objetivo desta data é apelar aos cidadãos para recorrer à mediação, arbitragem, conciliação e a outros meios para a resolução de conflitos de forma concertada. Pretende igualmente promover o uso de meios de resolução de conflitos nas escolas, famílias, empresas, comunidades e entidades governamentais, sublinhando as vantagens da resolução pacífica de conflitos.
Um conflito representa uma situação de crise que pode ser vivenciada pelo próprio, perante motivações internas incompatíveis (conflito intrapessoal) ou pode ser experienciada no contexto das relações interpessoais. Neste casos, os conflitos podem surgir da incompatibilidade entre duas ou mais pessoas no que concerne a valores, ideias, sentimentos, objetivos, formas de agir e opiniões.
Todas as relações interpessoais implicam o envolvimento de pessoas distintas e únicas, pelo que é natural que possam ocorrer situações de “desentendimentos” que levem a conflitos. Quando são bem resolvidos, os conflitos representam uma oportunidade de evolução na relação, fortalecendo-a. No entanto, quando não se acede à sua resolução, os conflitos representam um perigo para a deterioração da relação, podendo fazer com que as pessoas envolvidas se sintam incompreendidas, zangadas, contrariadas ou magoadas.
Sendo assim, e sabendo que não podemos evitar os conflitos, torna-se importante compreendê-los de forma a recorrer às estratégias mais adequadas para os resolver da melhor maneira.
Através da negociação, procura-se dialogar e chegar a um acordo com a parte envolvida no conflito.
A mediação visa analisar os interesses comuns entre as partes, estudar alternativas de solução e estimular possíveis soluções.
Na conciliação procura-se convencer as partes a alcançarem um acordo que, mesmo não sendo totalmente satisfatório, poderá limitar o conflito e minimizar perdas.
Mas independentemente da estratégia utilizada, é sempre importante a criação de um clima emocional de aceitação, respeito e recetividade, em que a escuta ativa está presente.
Após identificado claramente o problema, é fundamental assegurar que as ideias essenciais são expostas, sem criticar nem culpabilizar o outro. Pedir a devolução do que foi dito para se certificar que foi bem compreendido, propor e ouvir propostas de soluções e tentar chegar a uma solução que agrade às partes envolvidas, são aspetos fundamentais.
Quando gerido de forma eficaz, o conflito pode ajudar a identificar problemas importantes que necessitam de resolução; a fortalecer a relação e a libertá-la de mal-entendidos e ressentimentos;  a desbloquear emoções; a promover o conhecimento do outro e o auto-conhecimento e a criar oportunidades de aprendizagem e enriquecimento (em termos pessoais e culturais).


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