segunda-feira, 18 de abril de 2016

Quando o corpo fala o que a mente não consegue pensar - a Doença Psicossomática


Normalmente quando sentimos alguma dor ou apresentamos determinados sintomas que nos preocupam, tentamos procurar as causas orgânicas para essas manifestações e procedemos à realização de testes e exames clínicos. No entanto, quando os exames médicos não conseguem descobrir uma origem biológica para os sintomas, é provável que possamos ouvir algo do género : “Você não tem nada, isso é psicossomático!”.
E afinal, o que são somatizações e doenças psicossomáticas? Podemos entendê-las como um conjunto de sintomas para os quais não existe uma origem orgânica/física, sendo a sua causa de origem psicológica e emocional.
A ligação entre a mente e o corpo tem sido bastante estudada, comprovando-se que cada parte do nosso corpo tem uma linguagem a ser entendida. O nosso campo emocional está na base de mais de 90% das alterações ou acidentes ocorridos no nosso corpo, havendo por isso uma tradução dos nossos desequilíbrios emocionais no corpo, sob a forma de dores ou outras desordens orgânicas.
A dificuldades em gerir situações de vida sentidas como insatisfatórias ou stressantes, pode gradualmente induzir alterações no nosso estado psicológico e levar à manifestação de sintomas de variada ordem tais como dores de cabeça, cansaço, fadiga, depressão, pânico.
Podemos então dizer que somatizar é manifestar no corpo, na forma de uma doença ou  sintoma, algum conflito ou desajuste emocional que a mente não consegue elaborar. Por exemplo, uma pessoa que sente dor de cabeça ou de estômago, como resultado da sua ansiedade.
Algumas das doenças psicossomáticas mais frequentes estão ligadas a alterações no aparelho circulatório (pressão alta), digestivo (ulcera, colite, gastrite), endócrino (anorexia e obesidade), doenças dermatológicas (psoríase, alopécia) e aparelho genital (impotência, frigidez).
Ter uma doença psicossomática não significa que a dor e a doença não existam. Mesmo não tendo sido diagnosticada uma causa biológica ou orgânica, a pessoa sabe que algo não está bem consigo e isso é gerador de muito sofrimento, sendo por isso fundamental a procura de ajuda especializada. O tratamento feito com terapias, acompanhamento psicológico e a mudança de hábitos pode levar ao alivio dos sintomas e até ao seu desaparecimento.
O processo psicoterapêutico, para além de promover a conscencialização dos conflitos internos e das emoções que estão na origem da doença psicossomática, elucidando o significado daquele sintoma, ajuda o paciente a adquirir estratégias mais eficazes para lidar com as suas emoções e para mudar as circunstâncias da sua vida que são sentidas como adversas.
A melhor maneira de se prevenir uma doença como a somatização é estar psicologicamente equilibrado e para tal importa a prática de estilos de vida saudáveis como o exercício físico, atividades prazerosas, relaxar, tornar os pensamentos mais ativos e construtivos e colocar em prática as decisões.

É fundamental aprendermos a conhecer melhor o nosso corpo, tendo a capacidade de o sentir, integralmente, por dentro e por fora para compreendermos o que está a falhar e o que é necessário mudar. 

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