sábado, 14 de abril de 2018

Abril - Mês da Prevenção dos Maus-tratos Infantis




Desde o início do século XXI, o mês de Abril é assinalado como o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância em muitos países.
 A Câmara Municipal de Lisboa, a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco e a Associação de Mulheres Contra a Violência abordam esta questão em conjunto desde 2008, com uma campanha de alerta para a prevenção dos maus-tratos a que muitas crianças e jovens ainda estão sujeitos.
 Tendo em conta que a Organização Mundial de Saúde (OMS), assumiu que a violência é um dos mais graves problemas de saúde pública, pela sua dimensão e consequências a curto, médio e longo prazo, pretende-se que esta campanha agite consciências e ajude a integrar medidas ligadas a políticas de prevenção.
De acordo com a OMS, caracterizam-se como “abusos ou maus-tratos às crianças, todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos actuais ou potenciais para a saúde da criança, sua sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade num contexto de
uma relação de responsabilidade, confiança ou poder”.
Os maus-tratos constituem-se como grandes problemas para o desenvolvimento das crianças, repercutindo-se mesmo ao longo da sua vida. Destaca-se a depressão, agressividade, abuso de drogas, problemas de saúde e infelicidade, anos depois de terem cessado os maus-tratos. 
É inequívoco que todos os cidadãos devem contribuir para a prevenção de maus-tratos na infância/adolescência. É consensual que os diversos problemas que as populações enfrentam na actualidade - questões relacionadas com a pobreza, habitação, emprego, escola, cuidados de saúde e outros sistemas comunitários - são factores de risco.
Os maus-tratos físicos, psíquicos e sociais constituem um fenómeno que afecta a criança/jovem, por acção ou omissão das pessoas que têm de cuidar dela, daquelas com quem convive habitualmente e da comunidade em geral. Neste sentido, pode afirmar-se que o fenómeno da criança maltratada corresponde, em sentido lato, a um problema de saúde pública que consubstancia, regra geral, uma forma de “hereditariedade social”.
Para que os serviços de saúde se tornem mais efectivos nesta matéria, é essencial a melhoria da aplicação dos mecanismos de prevenção da ocorrência dos maus-tratos, da detecção precoce das situações de risco e de perigo, do acompanhamento e prestação de cuidados e da sinalização e/ou encaminhamento de casos para outros serviços, sempre que se justifique, no âmbito de uma eficiente articulação funcional.
A sensibilização e o combate exige um esforço conjunto, de todos, e é preciso alargar o esforço e torna-lo cada vez mais transversal e eficaz na sociedade portuguesa.
As várias iniciativas desta campanha que decorrerem até ao final do mês de Abril na cidade de Lisboa e de entrada gratuita podem ser consultadas no seguinte programa.

http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/Noticias/ficheiros/Maus_tratos_2017_cartaz_A4__seM_MIRAS.PDF

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